sexta-feira, 8 de junho de 2012

Hecatombe de Vitória

Hecatombe da Vitória



  A Hecatombe é um conflito político
acontecido em 27 de junho de 1880,
véspera da eleição municipal dentro
e nas cercanias da igreja de Nossa
Senhora do Rosário dos Pretos,
servindo nessa época de matriz
provisória, visto que a matriz atual
estava em construção, e as mesas
regedoras eram realizadas
nas igrejas matrizes.
   
 No segundo Império, dois partidos se alternavam, no poder:
O Partido Liberal e o Partido Conservador.
Em Pernambuco os liberais eram divididos em duas facções: “liberais leões” e os “liberais

democratas”.
Na cidade da Vitória as duas fileiras  tinha ferrenhos adeptos, sendo que os democratas

eram a maioria.
Ambos os grupos contavam com membros da oligarquia canavieira vitoriense.
Entre os “liberais-democratas” destacavam o Dr. Ambrósio Machado e o  Barão da Escada.
Do lado dos “liberais-leóes” sobressaiam-se o tenente Cristóvão Álvares dos Prazeres e 
José Francisco Pedroso de Carvalho.
Dentro desse tenso  clima aproximava-se a eleição de Junho, a eleição mais importante,
pois dela dependia a liderança política de nosso município.
 No dia 27 de junho, vésperas das eleições, os “democratas-leões”
marcaram uma grande concentração na Praça da Matriz,
de onde se deslocaram até o Pátio dos Currais,
no bairro do Livramento.
Temendo a ação dos manifestantes e impedindo que eles
tivessem acesso à Igreja do Rosário, onde ocorreriam
no dia seguinte às eleições, o Dr. Nicolau Rodrigues,
Juiz de Direito,arquitetou um plano de defesa do templo.
No dia 26, dispôs os homens sobre seu comando
em pontos estratégicos: nas esquinas, no pátio da
frente e na calçada.
  Montou barricadas e dispôs atiradores nas varandas frontais
e laterais da Igreja.
  No dia 27, o Dr. Ambrósio Machado, seguido dos seus partidários
e dos  seus eleitores, deixou o Engenho Arandú de Baixo, a caminho da Vitória.
No caminho, em Ladeira de Pedras, incorporou-se ao grupo, o Major Lins,
líder do Partido Conservador. Portavam flores verdes e amarelas e dois pavilhões imperiais,
ao som de cornetas.
Às 16 horas ingressaram no Pátio da Matriz, nele entrando pelo Beco do Rosário.
O Dr. Nicolau e o delegado estavam em pé em frente a porta principal do Templo,
apoiados pela sua tropa.
O Dr. Ambrósio apeou-se do cavalo e repreendeu o delegado
pelo seu procedimento parcial e ilegal.
Enquanto Dr. Ambrósio dirigia suas reclamações ao delegado, o Senhor Belmino da Silveira,
o Barão da Escada, montado em seu cavalo censurava o comportamento
do Juiz Dr. Nicolau.
Dois tiros ecoaram no espaço, atingindo o Barão, que caiu desfalecido.
O Dr. Ambrósio foi atingido por dois tiros e uma punhalada nas costas,
sendo retirado do local, nos braços de companheiros.
A multidão se rebelou e tentou invadir a Igreja, mas foram recebidos por fortes rajadas
de tiros deflagradas das varandas.

 As imagens sacras atingidas pela mortandade estão em exposição permanente,
no museu do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.
Algumas delas:


By blog: nossavitoriape.blogspot.com
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